
O inventário não é apenas um requisito legal, mas uma ferramenta vital para garantir a justa distribuição do patrimônio.
Maria foi casada com José, por 22 anos. Desse relacionamento nasceram quatro filhos e como a maioria dos casais também construíram um pequeno patrimônio.
No ano passado, José faleceu após um ataque cardíaco. Maria e seus filhos se viram com diversas decisões para tomar, entre elas fazer o inventário.
E como boa parte dos brasileiros, Maria achou que o inventário era um custo muito alto e preferiu não fazer.
Porém, passados mais de um ano da morte do companheiro, ela e os filhos decidiram vender um dos imóveis. Foi aí que viram a importância de ter feito o inventário logo.
Agora além da multa por não ter dado entrada no inventário dentro do prazo previsto em lei, eles terão outros trâmites para resolver.
Ao lidar com a partilha de bens após o falecimento de um ente querido, o inventário não é apenas um requisito legal, mas uma ferramenta vital para garantir a justa distribuição do patrimônio.
8 razões
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Transparência na Partilha de Bens:
O inventário fornece um registro detalhado dos bens, dívidas e direitos do falecido. Esse nível de transparência é essencial para garantir que a partilha de bens seja conduzida de maneira justa e de acordo com as leis aplicáveis, evitando conflitos entre os herdeiros.
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Direito dos Herdeiros:
Ao realizar o inventário, os direitos dos herdeiros são formalmente reconhecidos e protegidos. Este processo legal assegura que cada herdeiro receba sua parcela justa da herança, respeitando a vontade do falecido, se expressa em testamento, ou seguindo as regras de sucessão previstas em lei.
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Regularização da Situação Patrimonial:
O inventário é crucial para regularizar a situação patrimonial da família após o falecimento de um ente querido. Isso permite que os herdeiros assumam a posse e a gestão dos bens, evitando possíveis complicações futuras. Como é o caso da Maria e seus filhos.
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Evita Litígios Futuros:
A falta de um inventário claro e formalizado pode levar a disputas e litígios entre os herdeiros. O inventário minimiza o risco de conflitos, proporcionando um processo estruturado e legalmente reconhecido para a distribuição dos bens.
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Proteção dos Direitos do Cônjuge Sobrevivente:
No Direito de Família, o inventário é crucial para proteger os direitos do cônjuge sobrevivente. Ele assegura que o viúvo ou viúva receba sua cota legítima da herança, proporcionando estabilidade financeira após a perda do parceiro.
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Regularização de Dívidas e Obrigações:
O inventário não trata apenas dos ativos, mas também das dívidas e obrigações do falecido. Isso é essencial para evitar que os herdeiros sejam responsabilizados por dívidas não liquidadas, garantindo uma partilha justa e equilibrada.
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Cumprimento de Prazos Legais:
A realização do inventário dentro dos prazos estabelecidos por lei é crucial. O não cumprimento desses prazos pode resultar em penalidades legais e complicações adicionais. O inventário adequado, conduzido de maneira oportuna, simplifica o processo e evita transtornos legais.
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Inventário Extrajudicial
Com o avanço das leis e a desjudicialização é possível fazer o inventário extrajudicial, em Cartório de Notas, com custos menores e de forma mais rápida. Para isso haverá algumas exigências, como não conflitos entre os herdeiros e a ausência de filhos menores.
Conclusão:
Em resumo, o inventário não é apenas uma formalidade legal, mas uma peça-chave no tabuleiro do Direito de Família.
Além de garantir a justa distribuição de bens, dá a proteção legal aos herdeiros, evita conflitos e proporciona uma transição suave durante um período emocionalmente desafiador.
Ignorar a importância do inventário pode resultar em complicações significativas no futuro.
Por fim, lembre-se que para fazer o inventário é necessário ter um advogado especialista.
Dra.: Josânia Pretto