
Quando escolhi ser advogada sabia que o caminho era longo e que as pedras no percurso faziam parte do aprendizado e da força necessária para a garantia dos direitos de todos.
Ao longo dessa trajetória de mais de 25 anos no Direito de Família e Sucessões, aliado a Psicanálise, sei o quanto é importante que os advogados sejam reconhecidos pelo seu trabalho em favor da defesa dos valores democráticos.
E a base disso começa na formação acadêmica e nos valores éticos, tão essenciais na sociedade e no desempenho de nossas funções na proteção dos direitos e garantias dos cidadãos. Aliás, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 133, reconhece a advocacia como uma profissão indispensável à administração da justiça.
Daí, sermos agentes de transformação social. O que começa ao usarmos as pedras do caminho para pavimentar uma nova estrada, mais justa e igualitária. Um percurso que começou, segundo dados históricos em 3 mil anos A.C, na Suméria.
Outros pesquisadores relatam registros na Bíblia Sagrada e que Moisés e Jesus Cristo teriam sido os primeiros advogados. No Brasil, Dom Pedro I foi o responsável pela criação dos dois primeiros cursos de Direito, em 11 de agosto de 1827, nas cidades de Olinda e São Paulo.
Amor à vida
Reforço que a função do advogado é muito mais do que ser um defensor dos direitos de seus clientes. É de sua responsabilidade lutar para garantir que o Sistema Jurídico de nosso país seja acessível e eficiente para todos.
E para que isso aconteça acredito que é preciso ter amor ao próximo. Um amor incondicional e que deve nortear todas as suas ações, desde a sua atuação profissional até o seu envolvimento com a sociedade.
É ter a empatia de estar no lugar do outro e imaginar a sua dor. E se fosse comigo? Com alguém da minha família? Os veículos de comunicação e, mais atualmente, as redes sociais contribuem para reverberar o dia a dia, com suas tragédias e glórias refletidas no direito e nos pedidos de justiça.
Daí, cabe ao advogado estudar as soluções dentro da lei, mas também para unir forças junto a sociedade e aos nossos representantes para mudar o que está arcaico.
Nossa missão é não desistir até o último recurso. A justiça é o objetivo final, mesmo que isso signifique enfrentar grandes desafios. É ser o defensor para a construção de uma sociedade mais justa independentemente de raça, religião, gênero ou orientação sexual.
Concluo essa reflexão, lembrando que a luta pelo acesso ao Direito é para todos e como advogada, sou uma profissional incansável em favor da vida!
Dra.: Josânia Pretto